Diário compartilhado: devaneios sem vinho


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Estou olhando para esta tela branca a mais de meia hora. A barra pisca constantemente esperando eu continuar a escrita. Isso me irrita. O amor se distanciou de mim. A razão tomou conta de todo o mundo que existe dentro de mim. Procuro por um pouco de sentimento, para quem sabe, conseguir escrever alguma coisa. Sei que ele ainda está aqui, mas provavelmente esteja calejado de tanto sofrer. Preciso de você, apareça!

Nesta súplica desmotivada, sinto que ele reaparece, tentando ser esbelto, mas não consegue. Me recuso em apelar pensando nela novamente. Droga! Me recusando a pensar, pensei. Só assim ele consegue reaparecer, mas está triste, depressivo, pálido, doente. Várias pessoas tentaram curá-lo, mas em vão. O antibiótico que ele precisava estava longe. Resolvo trazer a razão como comandante do planeta EU. E em devaneios constantes duvido de tudo. Mas me sinto um robô. Sinto que estou sem saída. Pior que a atual situação da política brasileira. Preciso escolher o menos pior. Razão robótica ou sentimento desolador?

PS. Não bebi.

Nando Donel

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